Estudantes com deficiência em sala de aula: relacionamentos cruzados?
DOI:
https://doi.org/10.47966/avan-inv.2026.1318-31Palavras-chave:
práticas pedagógicas, educação especial, educação inclusiva, políticas educacionaisResumo
Este artigo integra o referencial conceitual e o capítulo metodológico da tese "Estudantes com deficiência em sala de aula: relacionamentos cruzados?", desenvolvida no Centro de Estudios Multirreferenciales Biográficos de Educación (CEMBE) sob orientação do Prof. Dr. Charlie Palomo. A pesquisa aborda a prática pedagógica voltada aos estudantes com deficiência na educação básica, analisando a discrepância entre as políticas educacionais inclusivas e sua efetivação no cotidiano escolar. O objetivo principal é compreender como as práticas pedagógicas inclusivas se articulam para contemplar as diversas aprendizagens dos estudantes. Adota uma abordagem qualitativa com viés etnográfico, utilizando entrevistas em profundidade, análise de documentos oficiais e não oficiais, além de registros textuais e fotográficos de observações analógicas e digitais. A pesquisa fundamenta-se em conceitos como práticas pedagógicas, educação especial, políticas educacionais, formação continuada, avaliação, metodologias e instrumentos de pesquisa, com base nos aportes teóricos de Freire, Imbernón, Mantoan, Morin, Nóvoa, Perrenoud, Oliveira, Saviani. Para o capítulo metodológico, serão utilizados Flick, Taylor, Bodgan e Vasilachis, Barthes, Lacan, Lévi-Strauss e Saussure. Como resultado dessa análise, surgiram as seguintes questões norteadoras da tese: De que forma as práticas pedagógicas se articulam para promover a inclusão e atender às diversas especificidades de aprendizagem dos estudantes? Como as metodologias adotadas dialogam com a diversidade de estilos de aprendizagem e contribuem para a criação de espaços inclusivos? A pesquisa enfatiza a importância de compreender a diversidade e as interações estabelecidas entre estudantes com deficiência e professores, analisando a prática docente para identificar barreiras e favorecer a equidade no processo educativo.
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